Qual a diferença entre economia colaborativa e economia criativa?

by four

Tanto a economia colaborativa quanto a economia criativa são nomes que estão em alta. Você já ouviu falar delas? Na sua opinião, um coworking faz parte de qual das duas?

 

Economia criativa: o que é

 

Segundo a Wikipédia, a economia criativa é o setor econômico formado pelas indústrias criativas (atividades relacionadas à produção e distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos como insumos primários).

 

Dela, fazem parte setores como os da comunicação, design, arquitetura, moda, gastronomia e arte.

 

economia criativa

Fonte: Plano Nacional da Economia Criativa – MINC

 

De acordo com o empresário e político brasileiro Andrea Matarazzo, autor do projeto “Distritos Criativos”, o que move a economia criativa é a inovação e a criatividade como matérias-primas.

 

Matarazzo idealizou, em São Paulo, os Pólos de Economia Criativa (PEC). Ele seguiu uma tendência global chamada de distritos criativos. Essa novidade existe no Rio de Janeiro, Miami, Joanesburgo, entre outras cidades.

 

distrito criativo economia criativa
Imagem: mapa do distrito criativo do Rio de Janeiro /  Fonte: divulgação

 

O distrito criativo é um projeto cultural e social que revitaliza áreas abandonadas ajudando no desenvolvimento da sua região através de pequenos e grandes empreendimentos da economia criativa que montam suas lojas e galerias nesses espaços.    

 

Em São Paulo, a ideia em andamento é dar um Alvará de Ocupação Criativa para facilitar que pequenos empreendedores comecem suas atividades. Há também, a possibilidade da prefeitura ceder espaços municipais abandonados para a criação de coworkings – como acontece em Lisboa e em outras cidades pelo mundo.

 

distrito criativo de porto alegre
Imagem: Distrito criativo de Porto Alegre / Fonte: divulgação

 

Em Curitiba, temos algo parecido: o Vale do Pinhão. É um movimento que se denominou de “Ecossistema de Inovação de Curitiba”. O Vale do Pinhão tem parceria com a prefeitura e  com o “Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná” – SEBRAE-PR.

 

engenho da inovação curitiba
Foto: Engenho da Inovação / Vale do Pinhão Imagem: Cido Marques

 

O movimento é formado por startups e ocupa o espaço de um antigo engenho. Além disso, há o Worktiba: um coworking público que seleciona seus coworkers criativos por edital.  

 

Entre as atividades destes distritos criativos, que revitalizam áreas abandonadas, há as startups e o pessoal do marketing digital, da moda, design, teatro, audiovisual, circo, música e gastronomia.

 

economia criativa
Foto: Engenho da Inovação / Vale do Pinhão Imagem: Cido Marques

 

Leia também: 11 dicas para ser um profissional mais criativo!

 

Economia colaborativa: o que é

 

É muito comum confundirmos economia criativa com a colaborativa. A colaborativa se refere ao acesso aos serviços e produtos sem necessariamente precisar comprá-los. A economia colaborativa democratiza os bens e serviços, diminuindo preços quando compartilha isso com mais pessoas.  

Um exemplo é o Uber: você não precisa mais comprar um carro, pois a economia colaborativa oferece acesso a isso por um preço bem mais em conta. Um coworking é a mesma coisa: você possui acesso a um escritório, mas não tem posse sobre ele.

 

coworking curitiba
Imagem: Four Coworking / Fonte: divulgação

 

Sim, a economia colaborativa e a criativa muitas vezes andam juntas. Mas não necessariamente! Uma pessoa que não trabalha com a economia criativa, como, por exemplo, um engenheiro da Petrobrás, pode usufruir da economia colaborativa baixando o Uber ou o 99 Pop.  

Exemplos reais de serviços da economia colaborativa: AirBnB, Couchsurfing, Blah Blah Car, Farmsquare (troca e doação de alimentos), crowdfundings (plataformas de financiamento coletivo), coworkings, colivings (as pessoas moram e trabalham dentro deles), cohousing (moradias com espaços de convivência compartilhados para facilitar a interação entre moradores).

A The Cohousing Company, por exemplo, é uma organização americana que existe desde 1988. Fundada pelo arquiteto Charles Durret, ela acredita no convívio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustentável e tem empreendimentos nesse modelo de habitação até hoje.

 

economia colaborativa
Imagem: a cohousing é arquitetada para facilitar a interação entre vizinhos / Fonte: berkshireeagle.com

 

Na Ásia, há uma onda forte de colivings. Há europeus, inclusive, que costumam passar três meses trabalhando na Ásia para fugir dos invernos fortes. O coliving é uma boa pedida para esse tipo de viajante que geralmente vem da economia criativa.

 

Uma observação: coliving não é república. O manifesto coliving, criado pela Coliving.org, resume bem os principais fundamentos desse movimento:

 

 

  • Comunidade em harmonia com a individualidade
  • Aproximação de pessoas e troca de experiências
  • Consumo pensado na colaboração
  • Projeção compartilhada de residências
  • Economia de recursos naturais
  • Divisão de decisões e tarefas

 

Coworkings: um universo em expansão

 

O termo coworking foi criado por Bernie De Koven em 1999 e faz referência a uma maneira diferente de compartilhar o espaço de trabalho. Em 2005, ele foi usado por Brad Neuberg para descrever um espaço físico, primeiramente chamado de “9 to 5 group”.

 

Neuberg teria criado, naquela época, o Hat Factory, um espaço de coworking baseado em São Francisco.

 

Era um apartamento onde trabalhavam três profissionais de tecnologia e que abria suas portas durante o dia para desconhecidos que precisavam de um lugar para trabalhar e queriam compartilhar experiência.

 

coworking
Imagem: o Hat Factory existe até hoje. À noite é moradia e durante o dia é um coworking / Fonte: The New York Times

 

Atualmente, só no Brasil já existem 810 coworkings conhecidos. Esses são dados da Coworking Brasil Org, que registrou um aumento de 114% do número de coworkings brasileiros entre 2016 e 2017. É realmente um universo em expansão!

 

O manifesto da Coworking Brasil Org é:

 

“O coworking é um movimento que está redefinindo a forma como nós trabalhamos e vivemos. Inspirados pela cultura participativa do movimento open source e da natureza transformadora das áreas de tecnologia, nós estamos construindo um futuro mais sustentável através de um novo equilíbrio entre vida e trabalho.

 

Visamos uma nova estrutura econômica composta por colaboração e comunidade, em contraste aos sigilos da economia dos séculos passados. A nós não interessa a competição, e sim a coopetição. O modelo é aberto, pronto para ser aplicado e replicado.

 

Sim, é ousado. E já está acontecendo. Nós estamos remodelando a economia e a sociedade através de empreendedorismo social e novas ideias. Nossas comunidades estão se juntando para reconstruir uma economia mais humana, interligada e sustentável. Tudo em prol de um mundo melhor, das pessoas para as pessoas”.

 

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Imagem: coworkings estão em expansão / Fonte: Mais Minas

 

Pode-se perceber que o coworking é fruto da economia compartilhada e que muitos profissionais são da economia criativa. É quase como uma incubadora de empresas e ideias, pois muitos projetos nascem da interação entre coworkers.

 

coworking curitiba
Imagem: parte externa do Four Coworking / Fonte: divulgação

 

Você entendeu agora a diferença entre economia compartilhada e economia criativa? Quantos coworkings você conhece? Deixe seus ia colaborativa, economia criativa, coworking, four coworkincomentários e venha visitar o Four, estamos de portas abertas!

 

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