11 dicas para ser um adulto mais criativo

Você sabia que hoje é o Dia da Criatividade? E que, independente de atuar ou não em áreas conhecidas tradicionalmente como criativas, você naturalmente é um ser criativo? Acompanhe nossas 11 dicas para ser um adulto mais criativo e desperte todo o seu potencial!

 

01- Acolha seu lado criativo

 

Você é uma pessoa criativa? Segundo Simon Reynolds, as pessoas se sabotam ao não acreditarem que são criativas. Aliás, um lembrete: a natureza de todas as crianças é criativa. Portanto é possível recuperar isso na vida adulta através de práticas e mudança de hábitos. O primeiro passo é simples: aceite-se como um ser criativo.

 

02- Cultive um olhar atento

 

Segundo Leandro Karnal, em sua palestra sobre “Ato Criador”, o olhar criativo é um olhar atento. É um olhar com consciência. Karnal explica que o olhar criativo observa as coisas e, ao observar, cria.

 

É um olhar curioso, que observa como e porquê as coisas funcionam. Sabe aquela mania que as crianças têm de perguntar sobre tudo? Então. Desperte isso em você! Tem dificuldade? Conviva mais com crianças e animais – e perceba como eles observam o mundo.

 

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Foto: seja criativo como uma criança | Fonte: Pixabay

 

03 – Aumente sua percepção sobre a estrutura das coisas

 

Após começar a praticar o olhar atento, foque em perceber a estrutura das coisas. Um exemplo prático: a partir do momento em que Gaudí começou a observar as estruturas da natureza, ele reinventou a Arte Nouveau em Barcelona.

 

gaudi barcelona
Foto: obra de Gaudí em barcelona inspirada na natureza | Fonte: Pixabay

 

A partir do momento em que começamos a perceber as estruturas e como elas funcionam, estamos aptos a criar coisas novas com referência em realidades e métodos. E se você não tem referências, como vai criar algo novo?

 

Pratique o olhar perceptivo, aguçado, criativo!

 

Karnal nos dá um exemplo bem claro: ele classifica o olhar não criativo como o “olhar do almoxarifado”. O olhar do almoxarifado é “está faltando uma lata, preciso comprar uma lata para repor a lata que está faltando”.

 

Já o olhar criativo e mais amplo e pensa: “qual será a política mundial de distribuição de estanho que reveste as latas? E por que este estanho está mais barato e o outro mais caro?”.

 

 

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Foto: A criatividade também vem do questionamento e do olhar aprofundado sobre os processos | Fonte: Pixabay

 

O olhar criativo é um olhar que começa a fazer associações, a fazer perguntas, a observar tudo com mais profundidade.

 

04- Faça perguntas diferentes

 

Repetimos: faça perguntas, muitas perguntas! Mas perguntas não óbvias. Se você quiser respostas diferentes, precisa fazer perguntas diferentes.

 

O problema da escola, segundo Leandro Karnal, é que as perguntas são retóricas. Pergunta-se o que já se tem a resposta. Exemplo: “por que acentua-se tal palavra?”. Nenhum aluno está interessado na resposta, mas cumprem o protocolo e respondem o professor.

 

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Foto: escola tradicional | Fonte: Pixabay

 

Não é à toa que movimentos alternativos como as Escolas Waldorf estão fazendo sucesso na educação infantil: a escola tradicional prejudica a criatividade dos alunos.

 

Aliás, para incentivar mentes criativas, é necessário ensinar nossas crianças a fazer perguntas.

 

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Foto: Escola Waldorf / Fonte: http://www.antroposofy.com.br

 

E o adulto criativo, como deveria agir? Faça perguntas para o que ainda não tem resposta. Perguntas para problemas que precisam de respostas criativas. Pergunte, pergunte muito!

 

Em tempo: há metodologias de coaching como o Thinking Environment que nos mostram como fazer perguntas incisivas: aquelas que quebram bloqueios e trazem insights.

 

05- Reserve na sua agenda um espaço para o ócio

 

Em seu livro “O Direito à Preguiça”, Paul Lafargue defende que o ócio é o início da criação. Porém a percepção sobre “ócio” pode vir de várias formas. O que é ócio para você?

 

Pode ser uma caminhada pelo bairro sem pensar nos problemas, pode ser um momento em silêncio ou o ato de reservar todo dia um momento de praticar algo que você realmente goste.

 

Ócio pode ser meditar, como pode também ser apenas sentar e contemplar o céu. Ou simplesmente se jogar no sofá sem pensar em nada. Ou ler seu livro favorito, aquele que não está relacionado ao trabalho ou aos estudos.

 

ócio criativo
Foto: ócio criativo / Fonte: Pixabay

 

Nós indicamos que você cultive o ócio através de atividades lúdicas que te soltem. Faça isso diariamente!

 

Outro conselho é eleger um cantinho favorito da casa para poder ir rotineiramente quando sentir necessidade de respirar ou se conectar com você mesmo. Decore e perfume de acordo com seus gostos pessoais; deixe o espaço com a sua cara.

 

Para Leandro Karnal, ócio é fundamental tanto para o estudo quanto para a criação. Sem ócio, a criatividade tende a diminuir. Escolha sua definição de ócio e pratique! Em tempos: atividade física estimula a produção de neurônios. Indicamos!

 

06- Equilíbrio entre conhecimento metódico e o emocional

 

“Um por cento de inspiração, 99 por cento de transpiração”, diziam lemas tradicionais. Para criar, é necessário estudar. Porém todo extremo é perigoso, é preciso alcançar o equilíbrio.

 

ocio critivo
Foto: desafio da vida produtiva: encontrar equilíbrio entre os estudos metódicos e o ócio criativo / Fonte: Pixabay

 

Para quem está estudando sistematicamente demais, dizemos “vá andar de pés descalços na grama, não vire uma máquina, deixe o emocional e o intuitivo fluir”. Já para quem tem muita intuição, mas estuda pouco, o conselho é: “sente e estude”.

 

Um exemplo prático que Leandro Karnal nos traz: na Alemanha é revolucionário pedir para os alunos beberem vinho no meio do dia para poderem relaxar e ter ideias. Já no Brasil, é revolucionário pedir para pararem de beber, sentarem e lerem sistematicamente alguma coisa.

 

Nossa dica? A pessoa criativa é aquela que consegue o equilíbrio entre os dois extremos.

 

07-  Se esforce para pensar diferente

 

Pensar diferente é fundamental para uma mente criativa. Porém, todo processo escolar e familiar é um processo de uniformização, de condução à unidade. E essa unidade é fundamental para o processo, para o sistema. Mas não para a criatividade.

 

ovelha negra
Foto: a pessoa criativa pode ser considerada como “ovelha negra” em alguns sistemas escolares, familiares ou de trabalho / Fonte: Pixabay

 

Segundo a psicóloga e professora da UFPE Argentina Rosas, a criança, ao nascer, dispõe de aptidões para adquirir habilidades. Habilidades de pensar, comportar-se socialmente, resolver problemas, criar.

 

A psicóloga diz que é papel da família, na primeira infância, proporcionar o clima favorável à eclosão de suas primeiras experiências criativas. O inusitado, o original e engenhoso seriam características comuns observadas em crianças, mas elas podem ser incentivadas ou caladas.

 

‘Para muitas famílias, a criança é um ser que nada sabe e tudo o que tem a aprender deve receber pronta da experiência dos adultos. O papel dos pais seria, então, produzir crianças “bem educadas”: passivas, obedientes, impecavelmente limpas. A família terminou por impor às crianças aprenderem a se adaptar a uma estimulação cruel – a estimulação do não’.  

 

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Foto: as crianças vão se adaptando às regras dos adultos – isso pode, às vezes, acabar com seus processos criativos / Fonte: Pixabay

 

Este “não” bloqueia todo o potencial criativo da criança. “Não suba, não mexa, não suje” – tudo isso inibe a criança de desenvolver seu lado criativo.

 

A linguagem é imensamente criativa durante a infância. A criança dá respostas muito interessantes e muito fora do padrão porque ela não segue as normas. Com o tempo, os adultos vão ensinando como adequar-se ao sistema dominante.

 

Mas como o adulto pode recuperar seu lado criativo? Se esforçando para pensar diferente dos demais. Fuja do senso comum!

 

08- Cultive a coragem genuína

 

Coragem é o que distinguiu, por exemplo, Joana D’Arc de suas colegas camponesas. É o que distingue todo pintor acadêmico de seus colegas de vanguarda.

 

Leandro Karnal, em sua palestra sobre “Ato Criador” nos dá um exemplo bem atual: coragem não é, no meio da parada gay, andar de mãos dadas com alguém do mesmo sexo. “Isso é manada”, diz o palestrante. “Coragem é fazer isso no meio da torcida do Flamengo, depois de presenciar o gesto homofóbico de alguém. Isso é coragem”.

 

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Foto: coragem é agir contra o senso comum | Fonte: Pixabay

 

Coragem é quando saímos da rota. Coragem é quando Flávio de Carvalho, arquiteto e artista paulista, decidiu atravessar uma rua movimentada de São Paulo, na década de 50, vestindo meia arrastão e saia (sim, ele estava exercendo um ato de coragem). Ele fez os primeiros happenings no Brasil – atos de coragem e de criação.

 

09 – Não tenha medo de errar

 

Toda pessoa erra. Em um momento específico de seus experimentos, Freud deu cocaína para seu paciente. O paciente morreu. Ele conclui então, que não deve-se usar cocaína no processo terapêutico de acesso ao inconsciente. Pois é: todo processo criador é um processo com erros e acertos.

 

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Foto: o perfeccionismo é inimigo do conhecimento e da criatividade, pois só conseguimos desenvolver nossas ideias as colocando na prática e errando | Fonte: Pixabay

 

Outro exemplo na história: Leonardo da Vinci, um dos homens mais criativos da história, teve algumas experiências cômicas ao tentar inovar. Uma delas foi misturar antimônio à tinta para dar mais brilho à sua obra em uma competição com Michelangelo pela parede dos 500.

 

O antimônio deu um brilho único extraordinário. A cena pintada ficou fabulosa, mas a tinta logo começou a derreter, pois o antimônio impedia que a tinta se fixasse na parede. Sim, Leonardo da Vinci errou muitas vezes!

 

E muitas pessoas erram ao tentar inovar. O erro é natural e necessário. A quantidade de erros que cometemos também indica a quantidade de tentativas – pense por essa perspectiva!

 

10 – Modelos e cases prontos não fazem milagre

 

“Case” significa “caso”, mas também “caixa”, “estojo” ou “cápsula”. As empresas estão seguindo a moda de estudar cases, mas é preciso, segundo Karnal, ter muito cuidado. O case nos faz aprender, mas também nos prende, nos limita.

 

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Foto: o vício fácil de se ater aos cases | Fonte: Seeking Alpha

 

Estudar modelos clássicos para o colapso financeiro de uma empresa é bom, mas nada garante que isso evite que nossa empresa também entre em colapso.

 

Estudar modelos é bom, mas repeti-los não é inovador. É preciso entender como as coisas funcionam e trazer novas soluções para problemas antigos.

 

Dica: cada vez que você tiver uma ideia maluca, anote. Carregue, consigo, sempre um caderninho. Nunca se sabe quando que essa ideia pode ser adaptada e gerar resultados realmente inovadores!

 

11- Autoconhecimento é essencial

 

A palavra “autoconhecimento” gera arrepios em pessoas mais conservadoras, principalmente no público masculino. Mas, felizmente ou não, esse tema não vai fugir da sua agenda, independente de sua área de atuação.

 

autoconhecimento
Foto: autoconhecimento é uma longa jornada / Fonte: Pixabay

 

Segundo Karnal, é fundamental que você se conheça para conseguir criar algo com autenticidade. “Pessoas iludidas de si raramente criam alguma coisa (significativa). Autoconhecimento é fundamental e deve vir acompanhado de uma visão clara sobre minhas capacidades”, aconselha o palestrante.  

 

Ainda que muitos gênios tenham sido absolutamente complexos e intratáveis, sempre souberam quem eram e o que queriam. Karnal dá um exemplo histórico: até uma alma bipolar como a de Van Gogh sabia que precisava pintar ou então morreria. E cumpriu seu chamado até o fim.

 

O impulso de autoconhecimento é necessário, pois, como diz o ditado popular, quem não sabe onde quer chegar, não chega a lugar algum. É fundamental sabermos o que queremos e o que precisamos para chegar até lá.

 

[BÔNUS!] Veja esse quadro que é um resumão de dicas práticas:

 

CRIATIVIDADE
Fonte: IstoÉ

 

 

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